DISSERTAÇÕES

2019

Título: A hermenêutica da fé segundo Joseph Ratzinger
Orientador: Antonio Luiz Catelan Ferreira
Mestrando: Thadeu Lopes Marques de Oliveira
Área de concentração: Teologia Sistemático-Pastoral 
Linha de pesquisa: Fé e Cultura
Resumo: A hermenêutica bíblico-teológica situada na metodologia teológica de Joseph Ratzinger, nomeada por ele hermenêutica da fé, é o tema principal dessa dissertação. Busca-se através desse aspecto do pensamento de Ratzinger encontrar perspectivas que proporcionem, no fazer teológico, uma relação saudável e frutífera entre Sagrada Escritura e teologia sistemática, tendo em vista o contexto da teologia contemporânea e os desafios hodiernos. Para analisar esse aspecto do pensamento de Ratzinger, foi necessário estudar e apresentar o que é o método histórico-crítico, pois a formulação da sua hermenêutica bíblico-teológica se deu no diálogo com ele. Posteriormente se analisou a importância da Constituição Dogmática Dei Verbum na sistematização da hermenêutica bíblico-teológica de Ratzinger. Buscando verificar esse aspecto de sua metodologia em uma área específica de sua teologia, optou-se pela cristologia, em especial no primeiro volume de sua obra Jesus de Nazaré. Nesse capítulo busca-se evidenciar a maneira como Ratzinger interpreta as Sagradas Escrituras no fazer teológico, com o objetivo de verificar se ele pratica sua hermenêutica bíblico-teológica. Também é dedicado um capítulo à apresentação das diversas análises feitas por alguns autores à proposta metodológica de Ratzinger para a composição do Jesus de Nazaré. Nessas análises, buscou-se focar a metodologia usada por Ratzinger. Foram apresentadas as recepções positivas, e também, algumas críticas.
Palavras-chave: Bíblia; Exegese; Cristologia.

Título: Maria, Mãe da Igreja em Saída
Orientador: Lúcia Pedrosa de Pádua
Mestrando: Thiago Azevedo Pereira
Área de concentração: Teologia Sistemático-Pastoral 
Linha de pesquisa: Religião e Modernidade 
Resumo: Na contemporânea reforma do Papa Francisco em busca de uma “Igreja em Saída” e na instituição da celebração de “Maria, Mãe da Igreja”, pode-se identificar em Maria um sinal da maternidade e da ternura da Igreja na nova evangelização. Isso é perceptível através de uma redescoberta do papel da Virgem Maria no Mistério de Cristo e da Igreja, a partir de um caminho trilhado através da sagrada escritura, da tradição e do magistério, especialmente desenvolvido na mariologia eclesiotípica do Concílio Vaticano II e do Documento de Aparecida.
Palavras-chave: mariologia; mãe da Igreja; igreja em saída.

Título: Uma visão escatológica da Laudato Si’: sinais de esperança para o resgate da criação
Orientador: Cesar Augusto Kuzma
Mestrando: Luigi Turato
Área de concentração: Teologia Sistemático-Pastoral 
Linha de pesquisa: Fé e Cultura
Resumo: Esta dissertação é um estudo da Laudato Si’, carta encíclica do Papa Francisco, sobre o cuidado da casa comum. Se quer enfrentar a questão ecológica a partir da gravidade da situação da Mãe Terra: quem está sofrendo e gritando são tanto a natureza como os seres humanos mais fragilizados, em condições de pobreza. Os objetivos do trabalho levam a considerar como a modalidade atual do progresso técnico-científico (ou desenvolvimento), animado por uma visão antropocêntrica do ser humano, é apontada como principal responsável do descaso com a natureza. Também uma consideração teológica da criação exclusivamente centrada no monoteísmo configurou-se como base de uma compreensão do ser humano com características de dominador. Por isso, torna-se urgente uma nova visão do ser humano, centrada na qualidade do cuidado. A Laudato Si’ traz sinais de esperança para um resgate de toda a criação, que podem ser encontrados na escatologia cristã: a nova criação encontra no Cristo ressuscitado as suas primícias. A metodologia usada na dissertação vai seguir o esquema clássico do ver-julgar-agir. O trabalho se divide em três partes: a primeira apresenta a situação atual. A segunda se aprofunda na proposta trazida pela Laudato Si’ e as suas raízes na América Latina. A terceira parte faz uma leitura da questão ecológica na perspectiva da escatologia e da proposta ética que surge como consequência. O resultado esperado vai na direção de uma conversão ecológica: aquela mudança que permite uma nova visão do mundo e uma ação respeitosa e cuidadosa com a casa comum.
Palavras-chave: Papa Francisco; Ecologia; Cuidado.

Título: A noção de corpo de Cristo em Joseph Ratzinger e os seus fundamentos na eclesiologia recente 
Orientador: Antonio Luiz Catelan Ferreira
Mestrando: Max de Araujo Cardoso
Área de concentração: Teologia Sistemático-Pastoral 
Linha de pesquisa: Fé e Cultura 
Resumo: A partir da análise da renovação da eclesiologia que ocorreu na história da teologia a partir do século XIX com o consequente redescobrimento da noção de Igreja como Corpo de Cristo, buscamos nessa pesquisa mostrar como se deu o desenvolvimento desse conceito na renovação da eclesiologia no século XIX, partindo da eclesiologia de Möhler, passando pelos teólogos da Escola de Roma influenciados por ele e mostrando as bases colocadas pelo Magistério da época, principalmente no Concílio Vaticano I. Analisamos também de que maneira se seguiu a reflexão teológica do conceito de Corpo de Cristo nos diversos momentos que a teologia passou no início do século XX, chegando até a encíclica Mystici Corporis de Pio XII e a sua influência no Concílio Vaticano II, principalmente na redação da encíclica Lumen Gentium. A partir dessa compreensão da evolução da noção Corpo de Cristo na eclesiologia recente concluímos o trabalho analisando a contribuição de Joseph Ratzinger que dá luzes importantes para compreender como a noção de Corpo de Cristo nos ajuda a entender melhor a própria natureza da Igreja.
Palavras-chave: Eclesiologia; Corpo de Cristo; Mystici Corporis; Joseph Ratzinger.

Título: O uso paulino da expressão μὴ γένοιτο em Gálatas: um estudo comparativo 
Orientador: Waldecir Gonzaga
Mestrando: Marcelo Ferreira Miguel
Área de concentração: Teologia Bíblica
Linha de pesquisa: Análise e Interpretação de Textos do Antigo e Novo Testamento
Resumo: Em Gálatas, Paulo está em defesa da “Verdade do Evangelho” (Gl 2,5.14) e luta contra o trabalho dos missionários rivais que estavam pervertendo a mensagem cristã naquelas comunidades. Paulo era ciente de que muitos dos seus argumentos e proposições poderiam levar a conclusões falsas. Para não deixar dúvidas e convencer seus leitores acerca da Verdade, um dos recursos que Paulo usa é criar perguntas e responde-las, afim de se antecipar às falsas conclusões que seus leitores poderiam tirar de suas proposições. Estas perguntas do interlocutor hipotético, geralmente consideradas absurdas, são respondidas com um veemente “de jeito nenhum!” (μὴ γένοιτο). Buscamos, neste trabalho, investigar o uso desta expressão em Gálatas comparando-o com o uso na literatura grega (bíblica e extra-bíblica) para, assim, alcançarmos uma maior clareza do sentido da expressão em Gálatas. Estudiosos têm buscado uma resposta para o uso que Paulo faz de μὴ γένοιτο em Epíteto (50-135 d.C.), no entanto, a tese desta pesquisa é que a resposta pode ser encontrada nos “oradores gregos” anteriores a Paulo. Cremos que este tema seja relevante uma vez que quase não há bibliografia específica a respeito do uso da expressão μὴ γένοιτο, e a que existe restringe-se ao seu uso na diatribe.
Palavras-chave: Paulo; Gálatas; μὴ γένοιτο (de jeito nenhum); literatura grega.

Título: Diálogo ecumênico sobre Maria: um estudo teológico sobre a contribuição do Grupo de Dombes em aproximação com a Lumen Gentium
Orientador: Maria Teresa de Freitas Cardoso
Mestrando: Leda Ventura Carneiro
Área de concentração: Teologia Sistemático-Pastoral 
Linha de pesquisa: Religião e Modernidade
Resumo: A presente dissertação trata da questão de Maria dentro do Cristianismo, no âmbito do diálogo entre a Igreja Católica e as Igrejas protestantes. Partimos de uma abordagem sobre o ecumenismo na atualidade, com ênfase no ecumenismo espiritual, para situarmos um contexto no qual se pode aprofundar o tema de Maria. A perspectiva que adotamos foi a aproximação do ensinamento do Magistério da Igreja, conforme o Capítulo VIII da Constituição Lumen Gentium, com o qual confrontamos o livro do Grupo de Dombes Maria no desígnio de Deus e a Comunhão dos Santos, que tomamos com ponto central desta dissertação. Esse livro foi vivamente investigado e apresentamos um resumo do seu conteúdo com suas propostas de interesse ecumênico. Do mesmo livro levantamos as ideias que são tratadas nas seções finais da explanação. Nestas seções, iniciamos por enfatizar aspectos do diálogo com a Comissão Internacional Anglicano-Católica Romana (ARCIC) e a Federação Luterana Mundial. A seguir, identificamos pontos de contato do livro de Dombes e da Constituição Lumen Gentium com a Exortação Marialis Cultus, como chave para aproximações sobre uma visão da figura de Maria, tendo também em conta a ótica de alguns outros autores, em contribuições atuais. Desenvolvemos, no final, alguns aspectos teológicos e pastorais do tema, ainda em perspectiva ecumênica, e apontamos, em especial, para os elementos promotores de consenso entre as Igrejas verificados na pesquisa. Foram priorizadas metodologias e propostas que pudessem servir de base para o desenvolvimento do diálogo ecumênico sobre Maria.
Palavras-chave: Diálogo ecumênico; Maria; Grupo de Dombes; Lumen Gentium.

Título: História, Memória e Teologia: A tensão histórica e escatológica no Cancioneiro Popular das CEBs 
Orientador: Luís Corrêa Lima
Mestrando: João Pedro Augusto Alves de Holanda
Área de concentração: Teologia Sistemático-Pastoral 
Linha de pesquisa: Religião e Modernidade
Resumo: A história, a memória e a teologia, preservada nos versos das canções produzidas pelas Comunidades Eclesiais de Base, são de suma importância para a História Eclesiástica. Os cantos do Cancioneiro Popular das CEBs constituem uma realidade presente na Igreja do Brasil. Era preciso adentrar a história desses cantos, revisitar suas memórias e analisar sua teologia para compreender melhor o valor que a CNBB atribui a estas canções. Esta dissertação objetiva analisar a construção da história, memória e teologia das canções do Cancioneiro Popular das CEBs. Objetiva analisar de maneira histórico-teológico a arte produzida pelos adeptos da Teologia da Libertação. Essas Canções de Esperança são um patrimônio vivo, que trazem em si o legado das lutas, vitórias e derrotas dos que a todo custo tentaram denunciar as injustiças e anunciar que o reino já está entre nós. As canções cebianas trazem em si uma antecipação escatológica de uma realidade “já” existente, porém, “ainda não” completada. Nas canções das CEBs são facilmente encontradas traços da Teologia da Práxis e da Teologia da Esperança, por isso, a teologia apresentada nestas canções provocam uma inquietação no homem que por causa de Cristo não se contenta com a realidade dada, deseja contradizê-la. Percebe-se, assim, que a tensão faz parte da vida cristã – apesar da esperança – e que toda a vida do homem está embebida da índole escatológica que deve ser vivida à luz da Esperança maior que se faz realidade “já” aqui, mas “ainda não” é aqui. Logo, essas canções fomentam a luta para que a realidade do “já” seja uma antecipação do “ainda não”.
Palavras-chave: Tensão “já” e “ainda não”; Teologia da Práxis; Teologia da Esperança

2018

Título: A mística do Ano Litúrgico: A teologia do domingo
Orientador: Luiz Fernando Ribeiro Santana
Mestrando: Rafael Neves De Oliveira
Área de concentração: Teologia Sistemático-Pastoral
Linha de pesquisa: Fé e Cultura
Resumo: A teologia do domingo se desenvolve a partir da ressureição de Cristo. Diante desse evento, os Apóstolos compreenderam que esse dia deveria ser recordado como memorial pascal da nova e eterna Aliança. O domingo constitui, portanto, o novo tempo do culto cristão, deixando o sétimo dia, o sábado judaico, para então se tornar o primeiro dia da semana como o dia santo. O domingo também assume uma perspectiva escatológica, chamado de o oitavo dia, ou seja, o domingo que não tem fim e, para a vida da Igreja nascente, é um dia especial de culto. Os Padres da Igreja deixaram grande testemunho acerca desse dia que começa aqui para ter seu fim na eternidade. Essa dissertação propõe, então, perfazer um caminho de reflexão sobre a teologia do domingo, tendo em vista que, desde o Concílio Vaticano II, o domingo vem sendo celebrado com a proposta de uma participação plena, ativa e consciente. Para tanto, utilizou-se uma pesquisa qualitativa e bibliográfica, embasada na Sagrada Escritura, na Tradição, Magistério e Documentos da Igreja, assim como as leituras de vários estudiosos do assunto. A Constituição Sacrosanctum Concilium teve grande relevância no tocante à questão litúrgica na vida Igreja, ajudando a comunidade de fé a celebrar e viver o mistério de Cristo. A impostação da pesquisa é histórico-salvífica, visto que, desde a criação, já estava presente o desígnio do Pai de salvar e redimir o ser humano, e reúne elementos bíblicos e da eclesiologia litúrgica. O domingo torna-se o lugar privilegiado da irradiação da graça divina através da celebração do Mistério Pascal de Cristo, produzindo nos fiéis uma transformação para a vida. A comunidade que celebra a fé no dia do Senhor, se vê guiada pelo Espírito que estava presente na criação, verbalizado na aliança no Sinai e encarnado no Cristo
Palavras-chave: Teologia litúrgica; Teologia do shabat; Sagrada Escritura

Título: A tensão já e ainda não em Oscar Cullmann: possibilidades e implicações para a Missão da Igreja
Orientador: Cesar Augusto Kuzma
Mestrando: Laerte Tardeli Hellwig Voss
Área de concentração: Teologia Sistemático-Pastoral
Linha de pesquisa: Fé e Cultura
Resumo: A tensão já e ainda não em Oscar Cullmann e suas implicações e possibilidades para a missão da Igreja caracteriza-se por um trabalho de pesquisa que se desenvolve em perspectiva de diálogo entre a escatologia e a missiologia. O objeto principal de análise neste diálogo é o paradoxo temporal clássico da teologia conhecido por já e ainda não do Reino de Deus. O trabalho parte da pergunta pela natureza temporal da esperança do povo de Deus. Ele começa na Escritura, passa pela trajetória da Igreja através dos séculos e chega até os tempos atuais. Percebe-se como a expectativa pelo cumprimento das promessas de Deus alternou-se ao longo da história. Às vezes a orientação possuía uma ênfase futurista. Outras vezes ela se concentrava no tempo presente. A reflexão descobre então, em Oscar Cullmann, uma proposta significativa para resolver o problema da polarização da esperança. Cullmann, a partir de sua exegese do Novo Testamento, vê como o Reino de Deus e suas promessas sempre possuíram uma dupla aplicação temporal. Como eles ainda hoje possuem um aspecto já inaugurado na pessoa e obra de Jesus Cristo, já presente entre nós, e outro ainda não consumado, o qual é esperado para o futuro. Nascia o insight já e ainda não. Em seguida, esta dissertação vai mostrar como a tese escatológica de Cullmann foi recebida e reverberada por outros teólogos de seu tempo. E por último, esta reflexão conduz ao subtítulo deste trabalho, que é fazer um estudo de como a tensão já e ainda não informa a mensagem missional e afeta a postura missional da Igreja e do cristão.
Palavras-chave: Temporalidade Escatológica; Oscar Cull

Título: A Teologia Política em Johann Baptist Metz: Instrumento da Teologia Fundamental para uma práxis libertadora
Orientador: Maria Clara Lucchetti Bingemer
Mestrando: Jose Diógenes Dias Goncalves
Área de concentração: Teologia Sistemático-Pastoral
Linha de pesquisa: Religião e Modernidade
Resumo: A pesquisa apresenta os principais temas do pensamento teológico-político de Johann Baptist Metz que servem de matriz para se repensar a responsabilidade e a práxis da teologia fundamental na sociedade. Tal pensamento não apenas aborda a questão do sofrimento humano, mas busca fundamentar o compromisso de uma teologia política da Igreja e do Cristianismo como um elemento fundante do projeto salvífico de Deus na pessoa de Jesus Cristo
Palavras-chave: Johann Baptist Metz; teologia fundamental; teologia política

Título: “Ele está no meio de nós”. Teologia da presença de Cristo em sua Igreja, segundo Santo Agostinho
Orientador: Luiz Fernando Ribeiro Santana
Mestrando: Roan Cleber Ataide Souza
Área de concentração: Teologia Sistemático-Pastoral
Linha de pesquisa: Fé e Cultura
Resumo: A presença de Deus se evidencia no mundo de diversas formas. Ela se tornou ainda mais manifesta quando Deus irrompeu na história e selou com Israel uma aliança. Amorosamente escolhido, o povo da antiga aliança pôde experimentar a cuidadosa presença do Senhor através de inúmeros “sinais-sacramentos”. Segundo o relato das Escrituras e o testemunho das primeiras comunidades cristãs, essa mesma presença se fez carne em Jesus Cristo, o Verbo eterno do Pai. Por meio de gestos e palavras, Jesus revelou aos homens a presença de Deus e, na potência de seu Espírito, lhes tornou membros de seu Corpo, a Igreja. As primeiras gerações cristãs, conscientes de serem herdeiras da fé do antigo Israel, procuravam – sobretudo em suas assembleias litúrgico-cultuais – experimentar e testemunhar, diante do mundo, o Cristo ressuscitado, sinal privilegiado da presença de Deus. Nele, por meio dele e com ele, doravante, o ser humano e o restante da criação carregam em si a potência de serem sacramento da presença do eterno no tempo. Segundo Santo Agostinho, isso se aplica, de modo particular, ao mistério e à missão da Igreja – “corpo-presença” de Cristo na história. Diz o santo Doutor que, no regime da nova aliança, este no qual vivemos, convém falar na presença e ação de um “Cristus totus”. Trata-se do “Cristo todo inteiro”: o Cristo – “plenitude” e “primogênito”, por meio do qual todos os seres são reconciliados com Deus – e seu Corpo, a Igreja, cooperadora de Cristo em seu agir reconciliante. O Concílio Vaticano II, por sua vez, reverberando o pensamento do Doutor da Graça, consegue captar e reconhecer que a Igreja tem um importante papel no processo de reconcilação-deificação do criado. A Igreja, sacramento de Cristo, poderia, então, ser chamada de “Corpus totum”. E tudo em vista do mais profundo e original anelo do Deus-Amor: ser presença geradora de comunhão em tudo o que existe.
Palavras-chave: Teologia litúrgica; presença; Igreja

Título: Misericórdia na vida Cristã da Igreja: Traços do Livro de Walter Kasper sobre a Misericórdia com luzes na catequese do Papa Francisco
Orientador: Maria Teresa de Freitas Cardoso
Mestrando: Luiz Fernando Lima Rangel
Área de concentração: Teologia Sistemático-Pastoral
Linha de pesquisa: Religião e Modernidade
Resumo: O tema da misericórdia é estudado a partir do que é apresentado no Livro de Walter Kasper “A Misericórdia – Condição fundamental do Evangelho e chave da vida Cristã”, com elementos para o aprofundamento do conhecimento da misericórdia de Deus, nas Escrituras, no ensinamento e na vida da Igreja, e sua ação dentro da Igreja e no mundo. Juntamente com o estudo de Kasper, a dissertação procura verificar o ensinamento do Papa Francisco no ano do Jubileu Extraordinário da Misericórdia. A dissertação destaca elementos do livro de Kasper e ênfases do ensinamento do Papa Francisco, em principais documentos pontífícios no ano jubilar, como a Bula Misericordiae Vultus que abre o ano da misericórdia e a carta apostólica Mirecordie et Misera fechando o ano e em audiências. Em Kasper e em Francisco apresentam-se questões importantes para o agir do cristão no mundo. A Escritura mostra a misericórdia de Deus. A misericórdia está na obra salvífica de Deus. A misericórdia deve estar na fé e na vida dos cristãos. O diálogo da misericórdia será necessário para levar a ação da misericórdia de Deus para uma cultura da misericórdia e para a evangelização do mundo. A Igreja deve receber a misericórdia de Deus e anunciar com palavras e obras da misericórdia e nos sacramentos. É necessário ter atenção com o sacramento da reconciliação onde a pessoa se encontra com o perdão e a misericórdia de Deus
Palavras-chave: Misericórdia. Papa Francisco. Walter Kasper. Jubileu da misericórdia. Fé cristã. Vida cristã. Cultura da misericórdia. Diálogo da misericórdia. Obras de misericórdia. Sacramento da reconciliação

Título: O Novo Nascimento por obra do Espírito: Jo 3,1-12 à luz da profecia de Ez 36,24-28
Orientador: Maria de Lourdes Correa Lima
Mestrando: Rani dos Santos Jaber
Área de concentração: Teologia Sistemático-Pastoral
Linha de pesquisa: Análise e Interpretação de Textos do Antigo e Novo Testamento
Resumo: O Evangelho segundo João desperta grande interesse pelas alusões, em preferência às citações, que faz do Antigo Testamento para anunciar a Boa Nova de Jesus. Localizada no primeiro momento em que, neste Evangelho, Jesus se dirige aos judeus (cf. Jo 2,13–3,36), a perícope de Jo 3,1-12 é a primeira grande seção do diálogo com Nicodemos, um fariseu e um principal dentre os judeus, que, pelas formas plurais ali empregadas, sabe-se estar também representando seus pares, neste diálogo que tocará em pontos centrais a estes. O anúncio, feito por Jesus, de um novo nascimento que, progressivamente, se apresenta como sendo “do alto”, “de água e espírito”, “do Espírito”, é incompreendido por Nicodemos. A repreensão que lhe é dirigida em seguida, por ser “mestre de Israel” e desconhecê-lo (cf. Jo 3,9-10), indica que na base do anúncio feito está algum texto das Escrituras de Israel. A pesquisa realizada encontrou na profecia de Ez 36,24-28 consideráveis correspondências textuais com Jo 3,1-12. A dissertação se propõe a aprofundar a compreensão de Jo 3,1-12 a partir da análise exegética desta perícope, situando-a em seu contexto amplo e imediato, da análise exegética de Ez 36,24-28 e da análise das relações intertextuais, segundo os critérios de Markl, dos dois textos citados.
Palavras-chave: Nicodemos; água; espírito

Título: O testemunho na Igreja: elemento-chave de credibilidade dentro da tarefa apologético-dialogal da Teologia Fundamental de Pié-Ninot
Orientador: Maria Teresa de Freitas Cardoso
Mestrando: Luiz Claudio Moraes Correia
Área de concentração: Teologia Sistemático-Pastoral
Linha de pesquisa: Religião e Modernidade
Resumo: O tema do testemunho cristão é o foco principal deste trabalho. Segundo Salvador Pié-Ninot, na sua Teologia Fundamental, o testemunho se apresenta como a nova via empírica, isto é, o novo caminho que, através da vida cotidiana da Igreja com suas experiências diversas, por vezes até paradoxais, se apresenta como motivo coerente e plausível para se crer. Afinal, o testemunho é como que uma condição primeira necessária à credibilidade da fé. Isso é importante na tarefa apologético-dialogal da Teologia Fundamental. Dentro desta, na parte da Eclesiologia Fundamental, o testemunho é tido como elemento-chave de credibilidade na Igreja e passa a ser conhecido como “via testimonii”, por ser o caminho mais enfático, notório e coerente para a evangelização. A perspectiva do testemunho que, segundo Pié-Ninot é “sempre teológico”, dá-se no testemunho eclesial como “mistério envolto em paradoxo”. O testemunho cristão conduz à tarefa apologética, facilitando o diálogo na Igreja, quer pessoal (pela oração a Deus e Liturgia), quer com os irmãos (diálogo ecumênico e inter-religioso); e na diaconia do serviço de amor ao próximo.
Palavras-chave: Testemunho; credibilidade; Igreja

Título: O valor da dimensão extática da Igreja: Estudo teológico-pastoral sobre a Renovação Carismática Católica no Brasil
Orientador: Abimar Oliveira de Moraes
Mestrando: Maria De Fatima De C. F. Barbosa
Área de concentração: Teologia Sistemático-Pastoral
Linha de pesquisa: Fé e Cultura
Resumo: O objetivo dessa dissertação é pesquisar o valor da dimensão extática da Igreja. Fazendo um estudo teológico-pastoral sobre a Renovação Carismática Católica no Brasil. Com isso, começaremos a nossa pesquisa apresentando o desejo de Deus em se comunicar com o ser humano e como consequência este tem a necessidade de acolhê-Lo e se comunicar com Ele. Esta ânsia de comunicação, manifesta-se no arco da história das religiões de diversas formas, uma delas é o êxtase. Investigaremos, então, a função que o êxtase tem na experiência religiosa cristã primitiva. Faremos um percurso histórico a respeito do êxtase no antigo Israel, como também na experiência religiosa de outros povos que tiveram contato com Israel. Isto para podermos compreender a experiência extática veterotestamentária como também neotestamentária. Mostraremos a dimensão extática na Igreja dos Atos do Apóstolos e na Igreja de Corinto. Veremos que por causa desta dimensão extática, os carismas transbordavam e milagres e prodígios aconteciam abundantemente. Com isso, a cada dia mais e mais pessoas se juntavam a eles, pois eram Igrejas inclusivas onde ninguém passava necessidades. Em seguida, apresentaremos como ao longo dos tempos, devido as dificuldades enfrentadas, surgi a necessidade de sistematizar a Igreja. Provocando o enfraquecimento da sua dimensão extática, dando preferência a defender a fé pela razão. A doutrina passa a ser racional e o kerigma perde seu lugar para a filosofia moral, acontecendo o declínio da Igreja extática. Contudo, o Espírito Santo sopra, mais uma vez, sobre a Igreja e o Concílio Ecumênico Vaticano II é convocado. Há neste momento da história, uma reviravolta na Igreja e o retorno dos carismas, havendo assim o reavivamento da Igreja extática, dando início a Renovação Carismática Católica. Em seguida, mostraremos as críticas e controvérsias que a Renovação Carismática Católica teve que enfrentar causando assim a necessidade de se sistematizar e hierarquizar. Finalizaremos a nossa pesquisa apresentando os riscos e as possibilidades pastorais, atuais, para a dimensão extática da Igreja. Mostraremos que apesar de estarmos vivendo uma transição epocal, a proposta cristã permanece a mesma e por essa razão é preciso recuperarmos o projeto de Jesus Cristo e a dimensão extática de Sua Igreja. Uma vez que a nossa intenção de mostrar que o êxtase é uma legítima expressão dentro de uma estrutura religiosa.
Palavras-chave: Espírito Santo, êxtase, carismas

Título: Sofrimento e sentido no mundo contemporâneo. Um diálogo entre o Homo Patiens, de Viktor Frankl e a Carta Apostólica Salvici Doloris, de João Paulo II
Orientador: Lúcia Pedrosa de Pádua
Mestrando: Josefa Alves dos Santos
Área de concentração: Teologia Sistemático-Pastoral
Linha de pesquisa: Religião e Modernidade
Resumo: A presente dissertação tem como objetivo interrogar sobre o problema do sofrimento e do sentido de vida no mundo contemporâneo, partindo de uma análise que contextualiza a compreensão e a vivência do sofrimento na atual sociedade. Estudaremos o livro Homo Patiens, do psiquiatra vienense Viktor E. Frankl, e a Carta Apostólica Salvifici Doloris, do Papa João Paulo II, buscando, através dos pontos em comum no pensamento dos dois autores, realizar um diálogo entre fé e cultura. Diante das propostas que a sociedade contemporânea apresenta para suprimir o sofrimento e que, muitas vezes, resulta em vazio existencial, desprezo dos mais fracos e em distanciamento de Deus, buscaremos respostas mais adequadas sobre o sentido do sofrimento, sobre o valor da pessoa humana e sobre a relação entre Deus e o sofrimento humano.
Palavras-chave: Sofrimento; sentido; logoterapia

Título: Teologia da Criança: A infância como caminho de se falar sobre Deus, a vida cristã e os vulneráveis
Orientador: Maria Clara Lucchetti Bingemer
Mestrando: Benjamim Sathler Lenz Cesar
Área de concentração: Teologia Sistemático-Pastoral
Linha de pesquisa: Religião e Modernidade
Resumo: A Teologia da Criança é o campo de pesquisa que tem como sujeito teológico o ser humano de pouca idade e denuncia o adultocentrismo como estrutura de opressão. O centro de toda construção teológica se estabelece ao redor e a partir da figura da criança. A pesquisa tem como objetivo analisar a relação entre a experiência de Deus e a valorização da infância, sinalizando a existência de uma ligação estreita entre um e outro. A experiência com o Mistério ganha novos contornos a partir da mística singular das crianças, bem como a infância adquire novas cores a partir da revelação desse Mistério em Jesus Cristo. Os pequeninos são a parábola que as Escrituras utilizam para falar sobre Deus, a vida cristã e os vulneráveis desse mundo, transcendendo assim a razão, a instituição e o consumo como lógica adultocentrica e propondo a mística, a liberdade e a generosidade como alternativa para se fazer como criança. Os adultos podem e devem reconhecer nas crianças um caminho para a experiência real de Deus.
Palavras-chave: Teologia; criança; infância

Título: Teologia mistagógica da anáfora eucarística
Orientador: Luiz Fernando Ribeiro Santana
Mestrando: Fabio Luiz De Souza
Área de concentração: Teologia Sistemático-Pastoral
Linha de pesquisa: Fé e Cultura
Resumo: No início da vida das primeiras comunidades cristãs, a liturgia ocupou um papel de grande protagonismo. Era o lugar, por excelência, para a evangelização,para a catequese e para o anúncio da fé. A relação entre liturgia e fé, conforme era vivenciado pelos Padres da Igreja, pode ser definida pelo famoso axioma de Próspero de Aquitânia: “Ut legem credendi lex statuat supplicandi”. Viver a fé sob a lógica da lex orandi significa compreender os mistérios da Igreja sob a luz de sua celebração litúrgica. Para a Eucaristia, o estudo do Ordo Missae, e, de forma mais estrita, da anáfora eucarística, é o caminho que a lex orandi oferece à Igreja para o entendimento e a vivencia do Mistério Pascal pelos cristãos. O Concílio Vaticano II representou um grande marco para a Igreja. Depois que a prática litúrgica sofreu a influência de séculos de afastamento no modo de entender a fé dos Padres da Igreja, o Concílio promove um processo de retorno do protagonismo da lex orandi.
Palavras-chave: Liturgia; Padres da Igreja; Mistério Pascal

Título: Um papa do fim do mundo, uma teologia do terceiro mundo e uma Igreja para todo o mundo
Orientador: Cesar Augusto Kuzma
Mestrando: Beatriz Maria Gross
Área de concentração: Teologia Sistemático-Pastoral
Linha de pesquisa: Fé e Cultura
Resumo: “Um papa do fim do mundo, uma teologia do terceiro mundo e uma Igreja para todo o mundo” propõe uma análise da possibilidade para a Igreja do terceiro milênio a partir da eleição de um argentino vindo do fim do mundo como papa, e de sua experiência como sacerdote pós-conciliar. Nesse lugar do qual veio o papa Francisco, as terras da América Latina e do Caribe, também se produziu uma singular teologia ao final do século XX, que refletia as condições sociais, políticas, econômicas e culturais do povo latino-americano: a teologia da libertação. Esta dissertação apresenta uma biografia de Jorge Mario Bergoglio, um panorama histórico da Argentina que recebeu os imigrantes europeus no início do século XX, entre eles a família do futuro papa, e o impacto da escolha do nome Francisco. Na sequência, traz a história do desenvolvimento da teologia no Novo Mundo, que culminou com o surgimento da teologia da libertação, suas principais ideias e, por fim, analisa as propostas eclesiológicas do papa Francisco apresentadas na Evangelii Gaudium, em consonância com as principais temáticas da teologia da libertação, sua defesa dos pobres, explorados e desfavorecidos como projeto de missão da Igreja e, principalmente, sua percepção da necessidade de atualizar a Igreja (retomando as originais propostas do Concílio Vaticano II especialmente concretizadas em Medellín), para um mundo que hoje se descortina plural e crítico.
Palavras-chave: Papa Francisco; teologia da libertação; Igreja

Título: Uma teologia de fronteira: a missão da Companhia de Jesus junto aos migrantes e refugiados
Orientador: Maria Clara Lucchetti Bingemer
Mestrando: Maria De Lourdes Da F. F. Norberto
Área de concentração: Teologia Sistemático-Pastoral
Linha de pesquisa: Religião e Modernidade
Resumo: Em “Uma teologia de fronteira: a missão da Companhia de Jesus junto aos migrantes e refugiados”, procuramos mostrar a evolução do conceito de missão na fronteira dentro da Companhia de Jesus e como ela enxerga hoje essa missão. Inicialmente, fizemos um trajeto pela história das Congregações Gerais da Companhia, desde o Vaticano II, para, em seguida, analisarmos a eclesiologia do papa Francisco, jesuíta, a fim de mostrar nela a influência da visão inaciana de missão. A partir daí, estabelecemos um paralelo entre as opções missionárias do papa e as da Companhia. Devido à urgência do tema, analisamos apenas a fronteira caracterizada pelo drama dos migrantes e refugiados. Francisco trouxe a questão dos migrantes e refugiados para o centro do pensamento da Igreja e a Companhia de Jesus tem priorizado a ação junto a esta fronteira, através do Serviço Jesuíta aos Refugiados, fundado pelo padre Arrupe em 1980. Para o papa, não existe crise de refugiados e sim uma crise de solidariedade, de recusa de homens e mulheres em abrir suas portas a estes irmãos necessitados. Por isso, ele nos conclama a acolher, proteger, promover e integrar estas pessoas, através de uma “cultura do encontro” no lugar da globalização, da indiferença e das políticas de “rejeição e medo”. Da mesma forma, a Companhia de Jesus entende hoje sua missão junto a esta fronteira através do SJR como uma oferta de esperança para as pessoas em total desemparo, como resposta a Jesus Cristo, que disse: “Eu era estrangeiro e vós me acolhestes (Mt 25,35)”. Para concluir, fizemos uma leitura teológica do percurso por nós empreendido, buscando responder à pergunta de Deus em Gênesis 4,9: “Onde está o seu irmão?”
Palavras-chave: Companhia de Jesus; missão inaciana

2017

Título: A escatologia do amor: a esperança na compreensão trinitária de Deus em Jürgen Moltmann
Orientador: Cesar Augusto Kuzma
Mestrando: Rogério Guimarães de Almeida Cunha
Área de Concentração: Teologia Sistemático-Pastoral
Linha de Pesquisa: Fé e Cultura
Resumo: A escatologia do amor é o estudo da escatologia de J. Moltmann a partir da sua compreensão de Deus na história do sofrimento do mundo e na história do sofrimento solidário de Deus por este mundo. Amor é o conceito cristão de Deus como Trindade que se move desde o seu futuro em direção à sua criação. Trata-se do Deus Amor que sofre (como Deus) solidariamente no sofrimento de sua criação. O Deus cristão não é apático, imóvel, mas amor. Este amor fundamenta a esperança, esta que é característica fundamental da fé cristã. A partir da passagem da escatologia de um discurso informativo para um discurso performativo, esta pesquisa aponta o dado biográfico da teologia de J. Moltmann e a implicação deste dado na compreensão de Deus desde o Evento Pascal de Cristo, que reflete o pathos divino na cruz de Cristo, solidário na situação de abandono e morte do homem, o sim de Deus a este Crucificado pela sua ressurreição e a irrupção em curso de seu futuro por obra do Espírito Santo. Desde esta perspectiva, a existência cristã como informada pela esperança se fundamenta nesse amor revelador de Deus. Esta pesquisa parte da pergunta por Deus e pela esperança em J. Moltmann, segue aprofundando a compreensão moltmanniana de Deus e reflete o enunciado escatológico desta compreensão de Deus como Trindade, cujo amor invitativo liberta, transforma e integra, caracterizando a fé cristã e sua práxis como um dado escatológico.
Palavras-chave: Trindade. Amor invitativo. Sofrimento solidário.

Título: A Igreja diante da cultura midiática digital: desafios, caminhos e perspectivas
Orientador: Abimar Oliveira de Moraes
Mestranda: Andréia Durval Gripp Souza
Área de Concentração: Teologia Sistemático-Pastoral
Linha de Pesquisa: Fé e Cultura
Resumo: Estudiosos de comunicação e de tecnologia afirmam que a Internet não é meramente um instrumento, um meio, mas sim um ambiente, com uma forma de se viver própria, que expande sua configuração para outros ambientes e constrói um novo jeito de ser, de pertença, de relacionamento. As novas tecnologias possibilitam a criação de aparelhos que passaram a fazer parte da vida do homem hodierno, chegando a serem considerados uma extensão dele próprio. O ser humano já não se entende sem os meios eletrônicos de comunicação, a ponto de se sentir perdido quando esquece ou perde o celular, ou mesmo quando a conexão com uma rede sem fio não funciona. Diante dessa realidade, a Igreja é desafiada a pensar como poderá ser Sacramento da Salvação no “mundo digital” e integrar a mensagem do Evangelho a esse novo ambiente. Esta dissertação tem como objeto de estudo a necessidade de uma mudança de perspectiva pastoral para que a Igreja possa continuar a cumprir a sua missão de comunicar o Evangelho e instaurar o Reino de Deus nos tempos atuais. É preciso pensar a ação pastoral em chave de comunicação, focada não mais nos meios, mas na cultura midiática, para que, nesse processo necessário de diálogo inculturado, aconteça a conversão pastoral da Igreja, em prol da produção de uma linguagem que seja capaz de comunicar o Evangelho e seus valores a homens e mulheres de nosso tempo.
Palavras-chave: Igreja. Pastoral. Evangelização.

Título: A Igreja no contexto da dádiva do Espírito e como sinal escatológico do reino de Deus: estudo sobre a vida, a obra e dois tópicos eclesiológicos da Teologia Sistemática de Wolfhart Pannenberg
Orientadora: Maria Teresa de Freitas Cardoso
Mestrando: Andriê Luiz Felipe
Área de Concentração: Teologia Sistemático-Pastoral
Linha de Pesquisa: Religião e Modernidade
Resumo: Wolfhart Pannenberg é considerado um dos mais importantes teólogos do século XX. Nesta dissertação estudamos como Pannenberg viu a Igreja no contexto da dádiva do Espírito e como sinal escatológico do reino de Deus. O percurso que realizamos para o estudo foi: apresentar primeiro um resumo da vida e da obra de Pannenberg; depois, os elementos gerais de sua teologia, a explicação do autor sobre a necessidade da teologia sistemática na sociedade secularista moderna e algumas observações sobre o lugar da eclesiologia. Por fim, debruçamo-nos sobre o objeto principal desta dissertação, ou seja, os dois tópicos acima indicados, que estão no início do terceiro volume da obra Teologia Sistemática. Nesses dois tópicos observamos que, para Pannenberg, a Igreja está diretamente relacionada com o Espírito Santo, já que a Igreja só é sinal do reinado vindouro de Deus porque recebe a atuação do Espírito como dádiva escatológica. Vimos que a Igreja se diferencia do reino de Deus, porque ela é apenas sinal e por isso é antecipação e não o próprio reino de Deus. Para Pannenberg, a Igreja é o corpo de Jesus Cristo e assim é representação do mistério da salvação. Concluímos também que o pensamento teológico de Pannenberg colaborou para o diálogo da Igreja com a sociedade moderna e é um pensamento que ainda tem muito a contribuir na atualidade. Por isso, o estudo da sua eclesiologia é relevante para a realização de uma pastoral conexa à realidade concreta dos seres humanos.
Palavras-chave: Wolfhart Pannenberg. Ecclesiology. Spirit.

Título: A Igreja que aprende e ensina: a relação entre Igreja e Educação a partir do Concílio Vaticano II
Orientador: Joel Portella Amado
Mestranda: Vandeia Lucio Ramos
Área de Concentração: Teologia Sistemático-Pastoral
Linha de Pesquisa: Religião e Modernidade
Resumo: Ao longo de sua história, a Igreja sempre compreendeu sua missão também como educativa. Educar é anunciar o que recebe e o que vive em sua missão no mundo. O Concílio Vaticano II marca a história deste processo pelo qual a Igreja atualiza a compreensão de si e de sua responsabilidade com o bem comum, através da aprendizagem que a aproxima da humanidade como família. Em sua universalidade, o Concílio coloca a Igreja numa perspectiva de diálogo com todas as realidades, favorecendo projetos que envolvem valores universais. A história é compreendida como tempo de atuação da Palavra de Deus mediado dialogicamente nas culturas. A educação, direito universal do cidadão, tem o amor como condutor. É sistematizada em princípios que consideram sua caminhada e seu fim último. A família, seguida do leigo na escola, fazem parte indispensável e irrenunciável da missão do Corpo de Cristo, na medida que ambas, família e escola, são chamadas a formar as novas gerações no caminho do Reino. A Igreja, no exercício de sua missão, conscientiza-se da identidade educativa, e essa consciência possui uma perspectiva histórica, desenvolvendo- se no seu agir através de sua pastoral no mundo. Conforme a concepção atual de educação, a Igreja, ao mesmo tempo em que aprende, ensina. Ao mesmo tempo em que ensina, aprende, em processo dialógico contínuo (GS 40).
Palavras-chave: Vaticano II. Educação. Missão. Gravissimum Educationis.

Título: A Kénosis de Jesus como Autocomunicação do Pathos de Deus: um estudo da kénosis a partir de teologia de Jürgen Moltmann
Orientador: Paulo Cezar Costa
Mestrando: Rafael da Silva Sampaio
Área de Concentração: Teologia Sistemático-Pastoral
Linha de Pesquisa: Fé e Cultura
Resumo: A kénosis de Jesus evidencia o ser profundo de Deus – pathos. Ela revela, no esvaziamento de Cristo – esvaziamento obediente ao Pai até morte de cruz –, que o Deus das escrituras é um Deus passível, próximo à humanidade em seu sofrimento, é amor e por ser amor – apaixonado e “sofredor” – sofre com os sofri- mentos de sua criação. Seu sofrimento, no entanto, não constitui uma carência de seu ser, mas sua onipotência no amor. O pathos de Deus evidenciado na kénosis de Jesus difere, em absoluto, do deus da filosofia clássica, cuja existência implica a ordenação do mundo como um motor imóvel ou como o sujeito absoluto da modernidade que recebe a subjetividade de sua criação, portanto, um deus “apático”, indiferente às vicissitudes da história humana. Jesus, em sua kénosis, revela o ser humano como o evento da gratuita autocomunicação de Deus e no ponto culminante de seu esvaziamento – abandono e morte de cruz – acolhe os sofredores, jus- tifica os ímpios e vivifica os mortos em sua comunhão com o Pai e com o Espírito que procede dessa comunhão amorosa. Sendo assim, os objetivos desse trabalho são: proporcionar uma nova perspectiva para a compreensão de Deus, que nor- teia a fé cristã, através de Jesus Cristo. Este em sua vida e profunda intimidade autocomunica o pathos de Deus e isso pôde ser constatado nesta pesquisa a partir dos diversos livros e artigos consultados para o desenvolvimento deste trabalho. Portanto, concluímos que Jesus em sua kénosis autocomunica o pathos de Deus.
Palavras-chave: Kénosis. Jesus Cristo. Autocomunicação.

Título: A mulher em Teresa de Jesus Experiência de liberdade e amor a serviço de uma nova consciência feminina
Orientadora: Lúcia Pedrosa de Pádua
Mestranda: Regina Coeli Estrada da Paixão Duarte
Área de Concentração: Teologia Sistemático-Pastoral
Linha de Pesquisa: Religião e Modernidade
Resumo: Este trabalho quer mostrar que a mulher Teresa de Jesus (1515-1582) ─ escritora, mística, profetisa, fundadora, reformadora, pedagoga, “teóloga” e doutora da Igreja ─ tem muito a dizer à mulher do século XXI. A experiência mística de Teresa é essencialmente evangélica, feminina e trabalhadora. Oferece à Igreja uma doutrina criativa sobre a oração, esta relação de amor- amizade. Teresa foi aquela que contribuiu para a mudança da maneira do pensar feminino derrubando as convenções culturais da época impostas às mulheres. Ela foi uma mulher feminista, que deslocou as relações de poder entre homens e mulheres para melhor viver o autêntico amor concreto. Para ela, graça e liberdade formam o alicerce que o ser humano encontra para viver o verdadeiro amor na entrega de si e na vivência com o outro. Ela mostra que a oração, esse trato de amizade, produz esse despertar, essa autoconsciência de si mesmo. Teresa, como mistagoga, conduz o leitor a experimentar um itinerário de amor e liberdade que ela própria experimentou.
Palavras-chave: Mulher. Graça. Liberdade. Oração.

Título: A soberania universal de YHWH: análise exegética do Sl 96
Orientador: Leonardo Agostini Fernandes
Mestrando: Rogério Goldoni Silveira
Área de Concentração: Teologia Bíblica
Linha de Pesquisa: Análise e Interpretação de Textos do Antigo e Novo Testamento
Resumo: O Sl 96, objeto de estudo da presente pesquisa, é uma poesia hebraica caracterizada como um louvor descritivo, enriquecido com o tema do reinado de YHWH. Em contraste com os três primeiros livros do Saltério (cf. Sl 3-89), o livro IV (cf. Sl 90-106) abre nova perspectiva, com um ideal teocrático, avultando a ação soberana de YHWH que age sem um regente humano. E o Sl 96 potencializa os elementos relacionados a esta ação de YHWH, apresentando-o como rei (cf. v. 10b), criador (cf. v. 5b) e juiz (cf. v. 13), e inaugurando o tema da sua soberania universal. Como unidade poética, o Sl 96 é estruturado em três seções que são corroboradas pelos elementos sintáticos, semânticos e estilísticos. Em cada seção há um sujeito expresso, propondo Israel como anunciador da boa nova da ação salvífica de YHWH (cf. v. 1-3), convidando as famílias dos povos a acercarem-se de YHWH e dançarem diante dele (cf. v. 7-9), e conclamando todo o cosmos a exultar de alegria com intensidade (cf. v. 11-12). Nesse convite a sujeitos distintos também se revela a universalidade de YHWH, mas sempre com a cuidadosa e enfática centralidade em YHWH, dada no emprego do sufixo de terceira pessoa, masculino, singular (וֹ), no pronome pessoal הוּא e no Tetragrama Sagrado. Como hino de louvor, o Sl 96 traduz um clima de intensa alegria, com o cântico novo cantado pelo povo que celebra os feitos de YHWH (cf. vv. 1-9) e o seu reinado (cf. v. 10), e com toda a criação que se agita de modo barulhento e festivo em razão da sua vinda (cf. vv. 11-13).
Palavras-chave: Salmo 96. Exegese. Reinado de YHWH.

Título: Diferente mas não indiferente: juízo e compaixão em Os 11,8-9; 13,2–14,1
Orientadora: Maria de Lourdes Corrêa Lima
Mestranda: Patrícia de Moraes Mendes de Sousa
Área de Concentração: Teologia Bíblica
Linha de Pesquisa: Análise e Interpretação de Textos do Antigo e Novo Testamento
Resumo: O presente trabalho estuda os textos de Os 11,8-9; 13,12-14,1. As perícopes foram selecionadas a partir do paradoxo instaurado entre elas. Os 11,8-9 apresenta uma reflexão de Deus diante da questão se Israel deve ou não ser destruído e que suspende o aniquilamento do povo. Dois capítulos depois, no último texto antes da promessa final do livro, Os 13,12-14,1, o mesmo Deus decreta a execução do castigo que levará à extinção do Reino do Norte. Com o intuito de tentarmos indicar como se coadunam as duas perspectivas, que implicam suspensão do juízo e sua afirmação, estabeleceremos elementos de aproximação e oposição entre os textos. Para tanto, serão considerados também os dados redacionais, a fim de elucidar a concatenação entre as duas perspectivas aparentemente contraditórias.
Palavras-chave: Teologia Bíblica. Antigo Testamento. Profetas pré-exílicos. Livro de Oseias. Juízo no Antigo Testamento. Compaixão de Deus.

Título: Fé e política em Kierkegaard, à luz da sua obra “Temor e Tremor”
Orientador: Paulo Fernando Carneiro de Andrade
Mestrando: Agnaldo da Silva Vieira
Área de Concentração: Teologia Sistemático-Pastoral
Linha de Pesquisa: Religião e Modernidade
Resumo: Esta pesquisa analisa a relação entre fé e política no pensamento do teólogo e filósofo dinamarquês Soren Aabye Kierkegaard (1813-1855), tomando como base a sua obra ético-religiosa Temor e Tremor. A fé e a política, representadas pela união entre Igreja e Estado, foram temas amplamente explorados por Kierkegaard, que considerou essa forma de entrelaçamento como uma traição ao verdadeiro cristianismo. Sua crítica à cristandade assumiu um duplo movimento, atingindo Igreja e Estado, trazendo inevitavelmente à luz a necessidade de uma crítica religiosa dessas relações para o amadurecimento e aprofundamento da reflexão cristã. Entendemos que a obra Temor e Tremor apresenta a fé como um “modo existencial de ser no mundo”, opondo-se energicamente ao universo cultural, político e religioso do século XIX, encontrado nos círculos de pertencimento social e político do luteranismo dinamarquês. Realizando uma contextualização histórica do protestantismo no século XIX, a pesquisa procura demonstrar a crítica de Kierkegaard à teologia especulativa, concentrando-se em sua singular hermenêutica luterana do cristianismo (a existência cristã “em virtude do absurdo”), que se confrontou com os desdobramentos ético-políticos da filosofia e teologia hegelianas. A partir destes elementos o trabalho procura elucidar a delicada relação entre fé e política no pensamento religioso de Kierkegaard.
Palavras-chave: Kierkegaard. Fé. Política.

Título: Graça e liberdade humana em Juan Luis Segundo: contribuições para vivência da liberdade cristã nos dias atuais
Orientadora: Lúcia Pedrosa de Pádua
Mestrando: Alexandre Cordeiro Salles
Área de Concentração: Teologia Sistemático-Pastoral
Linha de Pesquisa: Religião e Modernidade
Resumo: O objetivo desta dissertação é mostrar, em perspectiva teológica e histórica, que o ser humano possui liberdade de escolha diante da oferta salvífica de Deus. Fomos buscar elementos necessários para fundamentar o nosso pensamento sobre a veracidade do livre-arbítrio no período patrístico nos primeiros séculos do cristianismo. Ao abordar esse tema, Juan Luis Segundo nos conduz ao paradoxo do conflito liberdade versus determinismo. O cristianismo, quando teve que interagir com a filosofia grega, com o objetivo de difundir a sua mensagem para o mundo, usando e recriando alguns de seus conceitos da fé cristã, foi obrigado a assumir formas de expressão muitos diferentes das encontradas no universo cultural bíblico. O mundo filosófico e cristão adere ao discurso da liberdade, mas em um plano mais imaginário que real, devido ao funcionamento de um mundo onde tudo acontece por acaso. Em seguida, Segundo nos leva ao coração do problema sobre o tema da relação entre graça e liberdade humana, na passagem da epístola aos Romanos 7,14- 25, que consiste no homem dividido e o medo da liberdade, passagem esta que foi palco de controvérsias na história do cristianismo. Segundo não admitia a passividade no ser humano diante de tamanha responsabilidade diante da criação colocada por Deus de tal maneira que, se este não possui liberdade para criar, o mundo inteiro deixa de ter valor aos olhos de Deus e a criação se torna inútil. Segundo enfatiza a importância da atuação dos determinismos que condicionam a vivência humana da liberdade, contudo, veremos que os determinismos abrem espaço para a possibilidade da liberdade, para mostrar que os determinismos não somente limitam, mas são via e a condição de possibilidade da própria liberdade. Outro dado importante foi a negação do livre-arbítrio no período da Reforma Protestante, o que gerou consequências drásticas para a exegese posterior, pois, quando se nega a liberdade do homem diante do convite divino da salvação, toda a responsabilidade da salvação recai em Deus. Por isso, na evangelização atual, faz-se necessário esclarecer a insuficiência das interpretações realizadas no período da Reforma, fazendo uma crítica ao contexto teológico da Reforma. Atualmente, na evangelização, encontramos a mentalidade de modo de limitar a liberdade humana, o que, para Juan Luis Segundo, continua sendo o grande inimigo da fé cristã nos dias atuais. Ainda hoje, muitos cristãos fazem uma leitura da Palavra de Deus, consciente ou inconscientemente, dado que respiram essa filosofia grega dos determinismos.
Palavras-chave: Graça. Liberdade. Livre-arbítrio.

Título: Juventude Batista Brasileira: a mobilização e o preparo de líderes de ministérios de juventudes batistas
Orientador: Abimar Oliveira de Moraes
Mestrando: Jorge Vinicius Vargas Machado
Área de Concentração: Teologia Sistemático-Pastoral
Linha de Pesquisa: Fé e Cultura
Resumo: As juventudes têm sido influenciada por culturas alinhadas ao espírito desse tempo e que nada tem a ver com os valores cristãos. Num tempo em que o mundo passa por transformações em muitos aspectos, está em curso a transição para uma nova configuração de comportamentos humanos. Por ainda ser fase inacabada, não se pode ter uma leitura correta de como as coisas serão. É possível, no entanto, perceber como os jovens encaravam a vida no passado recente e como a vida tem sido encarada no mundo líquido moderno. Na impossibilidade de definir como é a juventude atual, ao menos as tendências de comportamento podem ser percebidas. Esse cenário, novo e desafiador, é o campo de atuação dos ministérios de juventudes das igrejas batistas. Através de levantamento bibliográfico de livros, pesquisas oficiais, artigos acadêmicos, dissertações e teses defendidas, esta pesquisa pretende descrever quem são as juventudes modernas, quais as culturas e as tendências que influenciam essas juventudes, e as maneiras de lidar com elas sob uma perspectiva pastoral cristã, particularmente batista. Levando em conta o que já foi feito e o que está em andamento de maneira oficial na denominação batista no Brasil, para que se possa apontar onde queremos chegar enquanto jovens batistas brasileiros.
Palavras-chave: Juventudes. Ministério.

Título: O chamado de Jesus ao rico notável Comentário exegético de Lc 18,18-23
Orientador: José Otacio de Oliveira Guedes
Mestrando: Bruno Guimarães de Miranda
Área de Concentração: Teologia Bíblica
Linha de Pesquisa: Análise e Interpretação de Textos do Antigo e Novo Testamento
Resumo: Esta pesquisa buscou analisar o chamado de Jesus ao rico notável, conforme o relato do Evangelho segundo Lucas, e perceber em que medida tal convite não se destina somente ao personagem em questão, mas pode ser estendido a todos aqueles que se aproximem de Jesus reconhecendo nele o caminho para a vida eterna. Concluiu-se que o núcleo do chamado não é o cumprimento dos mandamentos e nem mesmo a distribuição dos bens aos pobres, mas o seguimento de Jesus. Como decorrência, esta adesão a Cristo se traduz na acolhida da vida eterna como graça, e não conquista pessoal; além disso, aquele que acolhe tal chamado é incorporado à Igreja, à comunidade dos seguidores de Jesus. Em oposição à frustrante hesitação do rico notável, outros casos de vocação e discipulado em Lc e At mostram como a acolhida do chamado de Jesus era possível, e seria fonte de alegria duradoura. A pesquisa combinou o método histórico-crítico com métodos de caráter sincrônico, como a análise retórica.
Palavras-chave: Rico notável. Chamado de Jesus. Vocação.

Título: O Espírito e a Esperança: um estudo sobre a relação entre Espírito Santo e a esperança cristã na Pneumatologia de Jürgen Moltmann a partir da Teologia da Esperança
Orientador: Cesar Augusto Kuzma
Mestrando: Lucas Soares dos Santos
Área de Concentração: Teologia Sistemático-Pastoral
Linha de Pesquisa: Fé e Cultura
Resumo: A missão do Espírito Santo possui aspectos que com o avanço da teologia ganharam maior atenção pelos teólogos e as diversas tradições cristãs. Jürgen Moltmann, entre um grande número de teólogos, desenvolve uma reflexão original e complexa sobre o Espírito Santo, começando em sua famosa “Teologia da Esperança” e tendo como ápice a produção do livro “O Espírito da vida”, obra dedicada exclusivamente à reflexão sobre o Espírito Santo. Ele produzirá uma Pneumatologia que será orientada pela sua concepção de Escatologia cristã e pelos textos bíblicos do Apóstolo Paulo. Essa pesquisa tem como objetivo principal fazer uma abordagem sobre como Jürgen Moltmann apresenta a relação entre o Espírito Santo e a Esperança Cristã, tendo como ponto de partida os acenos teológicos que ele desenvolveu na “Teologia da Esperança”, seu primeiro livro. Nossa abordagem se dividirá em três diferentes etapas. Em um primeiro momento, iremos nos dedicar a apresentar os principais textos produzidos por teólogos ao refletirem sobre o Espirito Santo. Em seguida, este trabalho vai fazer uma apresentação dos principais aspectos da Pneumatologia moltmanianna através de suas principais obras. O último passo, então, é discorrer sobre como Jürgen Moltmann compreende a relação entre Espírito Santo e a Esperança Cristã. Após a pesquisa, concluímos que nosso autor produz uma Pneumatologia que deve ser lida a partir da Escatologia que ele fomenta em sua Teologia da Esperança. O Espírito Santo é compreendido como o poder vivificante de Deus que faz com que homens e mulheres possam experimentar as promessas do futuro, parcialmente, ainda no presente. Ele garante que elas serão cumpridas e impulsiona a Igreja, que vive na esperança de uma realização plena do que foi prometido, a caminhar dentro da história sinalizando o Reino vindouro por meio de suas ações.
Palavras-chave: Espírito Santo. A esperança cristã. Escatologia.

Título: O Espírito gera filhos: estudo exegético de Rm 8,14-17
Orientador: Waldecir Gonzaga
Mestrando: Jivaldo dos Santos Filho
Área de Concentração: Teologia Bíblica
Linha de Pesquisa: Análise e Interpretação de Textos do Antigo e Novo Testamento
Resumo: Dentro do epistolário paulino a Carta aos Romanos é consagrada por vários estudiosos como o testemunho maior da missão do araldo Paulo. Composta por dezesseis capítulos ela traz em seu bojo, entre outros, temas relevantes como a justificação pela fé, a Lei, a vida no Espírito e a filiação. O centro desta Epístola encontra-se aparentemente no capítulo 8 onde se desenvolve um tratado sobre o πνεῦμα. A presente pesquisa desenvolverá um estudo na unidade literária de Rm 8,14-17 sob a ótica do acolhimento da vida no Espírito que consequentemente gera filhos de Deus tornando o homem herdeiro do Pai e co-herdeiro de Cristo. Todavia, vale salientar que o mistério da filiação divina não era estranho ao povo escolhido, pois Deus era considerado o Pai das Nações e de tudo que fora criado no céu e na terra conforme a TANAk (Gn 1,1-2,4). Entretanto com Cristo, é inaugurado uma nova perspectiva sem precedente na história da salvação. Por este viés, essa temática sempre será atual, tendo em vista que os textos neotestamentários têm como meta maior, a epifania da pessoa de Jesus Cristo, Filho de Deus, que em si é a plenitude da revelação do Pai na vida do cristão (Jo 12,45; 14, 6-11). Desta forma, em Cristo por intermédio do Espirito Santo, foi-nos dado a possibilidade de participar da vida divina, que no Batismo recebemos e nos permiti a intimidade filial para gritarmos Abba Pai. Por fim, toda essa reflexão somente nos foi possível pela riqueza que encontramos nas ferramentas utilizadas proporcionadas pelos métodos histórico-crítico, retórico e a vasta contribuição literária disposta em dicionários e comentários exegéticos.
Palavras-chave: Paulo. Romanos. Espírito. Filiação. Abba. Sofrimento. Glória.

Título: O Profeta e o Culto Estudo exegético de Amós 4,4-5; 5,4-5; 21-27
Orientadora: Maria de Lourdes Corrêa Lima
Mestrando: José Mirabeau Paes Barreto Neto
Área de Concentração: Teologia Bíblica
Linha de Pesquisa: Análise e Interpretação de Textos do Antigo e Novo Testamento
Resumo: O presente trabalho estuda os textos de Amós 4.4-5; 5.4-5,21-27. Estes partilham palavras de censura contra o culto celebrado nos santuários de Israel, e trazem, também, oráculos de condenação contra os santuários e contra o próprio povo de Israel. A proposta da pesquisa é, através da análise exegética dos textos, compreender o culto condenado pelo profeta, as razões de sua censura e, por fim, a atitude sugerida por Amós ao povo de Israel para que reverta sua situação.
Palavras-chave: Teologia Bíblica. Antigo Testamento. Livro de Amós.

Título: O propósito das parábolas de Jesus: um estudo exegético de Mc 4,10-12
Orientador: José Otacio Oliveira Guedes
Mestrando: Dinis Manuel Nhanga Mona
Área de Concentração: Teologia Bíblica
Linha de Pesquisa: Análise e Interpretação de Textos do Antigo e Novo Testamento
Resumo: O propósito das parábolas de Jesus, um estudo exegético de Mc 4, 10-12. Esta pesquisa abordou o propósito do uso de parábolas nos ensinamentos de Jesus, isto é, qual ou quais os motivos que levaram Jesus a usar parábolas em seus ensinamentos. Para alcançar os objetivos traçados, esta pesquisa combinou a metodologia da análise narrativa, algumas vezes da análise retórica, com uma análise dos elementos históricos do texto. Com isto a exegese chegou a um resultado, apresentando outra possibilidade de interpretação da teoria sobre o ensino por parábolas expressa em Mc 4, 10-12. A pesquisa concluiu que na atual configuração há possibilidades de admitir que a perícope referida não afirma que Jesus ensinou por meio de parábolas para endurecer o coração de Seus ouvintes, e dificultar-lhes o acesso as coisas do Reino de Deus. Ao contrário disto a exegese concluiu que Jesus usou parábolas em Seus ensinamentos com o propósito de facilitar o processo de entendimento de todos que O ouviam, trazendo à compreensão as coisas do Reino de Deus através de uma linguagem que era familiar e natural aos Seus ouvintes.
Palavras-chave: Parábolas. Ensinos de Jesus. Propósito das parábolas.

Título: O ser humano e Deus: o giro antropológico moderno em “O ser e Deus” de Paul Tillich
Orientadora: Maria Clara Lucchetti Bingemer
Mestrando: Victor Siqueira Santos
Área de Concentração: Teologia Sistemático-Pastoral
Linha de Pesquisa: Religião e Modernidade
Resumo: O avanço da modernidade é um marco na história da teologia. Pois, com ele, também se acentua o caráter antropocêntrico moderno. O ser humano, com suas criações e descobertas, caminha para tomar o lugar de Deus e da cosmovisão cristã clássica, caracterizando um giro antropológico moderno. Naturalmente, esta situação de dualismo moderno envolvendo o ser humano e Deus acaba por exigir alguma reação por parte das teologias cristãs. Algumas acham a saída para tal problema na própria figura humana, fazendo dela um “novo” caminho através do qual é possível falar de Deus. Tal atitude caracteriza um giro antropológico, na teologia. Nessa dissertação, serão apontadas as atitudes básicas de uma teologia que se propõe a realizar tal giro antropológica, cujo teórico principal é o teólogo jesuíta Karl Rahner, enfatizando alguns de seus desdobramentos acerca da questão de Deus. Este caminho será feito para que, ao fim, seja possível expor a construção teológica de Paul Tillich acerca da questão de Deus em sua Teologia Sistemática, levantando a hipótese de que, nela, ele realiza o giro antropológico necessário a toda teologia que pretende reagir ao antropocentrismo moderno. Isto mostra que a possibilidade de Deus não recai, necessariamente, no desprezo ao ser humano e seus avanços.
Palavras-chave: Paul Tillich. Karl Rahner. Ser humano.

Título: Os sacramentos como continuação dos atos de Cristo na Igreja
Orientador: Luiz Fernando Ribeiro Santana
Mestrando: Anderson Batista Monteiro
Área de Concentração: Teologia Sistemático-Pastoral
Linha de Pesquisa: Fé e Cultura
Resumo: A partir do diálogo promovido pelo Movimento Litúrgico e pelo Concílio Vaticano II, entre a exegese, a patrística e a teologia dogmática, tem sido possível redescobrir um conceito mais bíblico, eclesial e profético dos sacramentos celebrados pela Igreja. Os sacramentos, à luz do pensamento conciliar, têm sido abordados pela teologia como atos do próprio Cristo, que se prolongam na vida de sua Igreja. O fio condutor de nossa pesquisa é a relação profunda que existe entre a teologia das ações simbólicas dos profetas e as de Jesus, as quais se prolongam nas celebrações litúrgicas da comunidade cristã e no testemunho vivencial dos batizados. Por meio dessas celebrações, os que creem são inseridos na vida do Ressuscitado e chamados a prolongar em suas vidas as palavras e ações de Cristo. Desse modo, os fiéis tomam consciência de exercerem o ministério profético que lhes foi confiado no batismo. A compreensão dos sacramentos como ações proféticas é capaz de revelar à própria Igreja a missão profética que é chamada a exercer no mundo de hoje, bem como a sua condição de sacramento de Cristo em prol da salvação de todos os homens.
Palavras-chave: Sagrada Escritura. Profetas. Sacramento.

Título: Uma alma entre dois corpos A amizade cristã como processo de humanização e manifestação do amor de Deus na Oração 43,14-24 de São Gregório de Nazianzo
Orientador: Paulo Cezar Costa
Mestrando: Darlan Aurélio de Aviz
Área de Concentração: Teologia Sistemático-Pastoral
Linha de Pesquisa: Fé e Cultura
Resumo: A amizade é um fenômeno universal e próprio da condição humana que nasce da livre oferta de si mesmo para lançar-se ao mistério do outro. Por meio dela, os homens tornam-se capazes de encontrar um caminho para a sua humanização. Este trabalho, sob a perspectiva da teologia patrística, retrata a amizade de Gregório de Nazianzo e Basílio de Cesaréia, como um modelo para todo o cristão que busca uma experiência existencial do amor, revestida da Aliança que Deus faz com a humanidade. Para tal, investigou-se sistematicamente a temática da philia cristã, à luz desses dois padres capadócios que fizeram uma grande síntese do pensamento clássico e cristão no século IV. Essa dissertação se fundamenta na Oração 43 de Gregório de Nazianzo, especificamente nos parágrafos 14 a 24, que retrata duas personalidades tão distintas, movidas pela busca da expressão mais sensível do amor de Deus, capazes de viver uma comunhão universal e indivisível, tornadas “como uma alma em dois corpos” a ponto de ser imperceptível a costura que as uniu. Objetiva-se, portanto, demonstrar a relevância da amizade cristã na Oração 43,14-24 como importante instrumento no processo de humanização e de renovação das relações fraternas.
Palavras-chave: Philia. Amizade Cristã. Aliança.